terça-feira, 3 de março de 2015

Freud e a interpretação dos sonhos


 
 
 


 Em 1900, Sigmund Freud publicou a sua obra "A Interpretação dos Sonhos", que lhe levou dois anos a escrever, e nele, construiu o ponto de apoio a todo o desenvolvimento posterior da sua obra.
Nesse livro, descreve minuciosamente, o trabalho dos sonhos, a sua importância e a sua utilização no processo analítico, afastando essa temática das crenças religiosas e culturais que interpretavam os sonhos como experiências premonitórias e supersticiosas.
Para Freud, os sonhos têm um significado, ainda que velado, da realização de desejos, são mais que simples produtos do dia-a-dia, ou seja, são fenómenos psíquicos onde se realizam desejos inconscientes.
Na obra Teoria dos Sonhos, Freud afirma que o homem precisa de dormir para descansar o corpo, mas principalmente, para sonhar, "o sonho é a realização dos desejos reprimidos quando o homem está consciente". Quando o homem dorme, a consciência  "desliga-se" parcialmente para que o inconsciente entre em atividade, produzindo o sonho: os desejos reprimidos são realizados. A elaboração de um sonho, ocorre porque "existe algo que não quer conferir paz à mente".
Freud distingue o conteúdo manifesto de um sonho, aquilo de que o sonhador se lembra e que é, muitas vezes baseado nos eventos do dia, do conteúdo latente, que consiste no significado simbólico do sonho, ou seja, o desejo subjacente. O processo pelo qual o desejo subjacente é traduzido para o conteúdo manifesto é chamado onírica, e o seu objetivo é transformar o desejo proibido numa forma não ameaçadora, reduzindo, assim, a ansiedade, o que permite a continuidade do sono.
Os sonhos não se manifestam organizados em palavras, frases ou proposições, estes meios de expressão são substituídos  por "imagens visuais", que constituem uma linguagem simbólica representativa de desejos e afetos reprimidos. A interpretação requer que se conheçam, pelo menos, as principais representações simbólicas. A simbologia dos sonhos não está só vinculada ao contacto que o criador dos sonho teve com o objeto, mas também com a forma como ele se relaciona sentimentalmente com esse objeto. De acordo com Freud, o que a pessoa sente quanto a esse objeto ou situação, é fundamental para a interpretação do sonho.
Os sonhos são importantes na vida de qualquer indivíduo, assim como a sua influência na vida dos mesmos, trazendo ao consciente os conteúdos inconscientes.


 Elisabete nº12

segunda-feira, 2 de março de 2015

Psicanálise de Freud

  Freud, o fundador da psicanálise, formou-se em medicina como Psiquiatra, tendo sido também neurologista. Começou a trabalhar usando como método para a eliminação de sintomas de distúrbios, a hipnose. Pouco a pouco deixou de lado esse método, porque nem todos os pacientes conseguiam estar concentradas. 
  Freud passa depois a usar a psicanálise que é o procedimento usado para fazer a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo. 
  Na psicanálise, a pessoa que é analisada, está numa postura de relaxamento e é lhe pedido que diga a tudo o que lhe vem à mente, as suas aspirações, angústias, sonhos, fantasias e todas as experiências vividas, sendo tudo isto analisado pelo analista que tenta manter uma atitude de neutralidade, não julgando a pessoa que está a ser analisada, tentado assim criar um ambiente seguro.
  Ao ouvir os seus pacientes, Freud constatou que os problemas se originaram devido a falta de aceitação cultural, ou seja, os desejos que os analisados tinham eram reprimidos, relegados ao inconsciente.
  Em conclusão, podemos dizer que a teoria de Freud sobre a Psicanálise teve um papel fundamental para esclarecer atitudes sobre o comportamento humano psíquico, quando procurava entender a forma de pensar e agir sobre determinadas atitudes.




Luís Martins 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Associacionismo de Wundt 


(Wilhem Wundt)

Movimento psicológico que foi formado a partir da união entre os iluministas franceses e os empiristas. Este movimento foi considerado por muitos como a verdadeira rutura entre a Psicologia e a Filosofia.




Os racionalistas alemães afirmavam que a mente teria o poder de gerar ideias, independentemente da estimulação sensorial.

Todo o conhecimento se basearia na razão e a perceção seria meramente um processo seletivo.

O problema central para os racionalistas não era o que estava na mente, mas o que a mente realizava.
As suas actividades principais eram perceber, recordar, raciocinar e desejar. Acreditavam que, para realizar estas funções, a mente teria faculdades especiais. 

Não concordavam com os empiristas no reducionismo da mente a puros elementos.


 Acreditavam que a atividade mental era muito mais complexa e que se os conceitos ou a perceção dos objetos fossem reduzidos a elementos perderiam o seu verdadeiro conteúdo.



O Associacionismo atinge a sua máxima expressão na Psicologia, com o pensamento de Wundt, com o estruturalismo e principalmente com o condutivismo. 

  • Para Wundt e para os seus seguidores (nomeadamente Edward Tichener, 1867-1927), as operações mentais não eram mais do que a organização de sensações elementares, procurando relacioná-las com a estrutura do sistema nervoso.

  • Wundt, no seu laboratório, em Leipzig, vai procurar conhecer a forma como se relacionam e associam os elementos da consciência (Concepção Associacionista dos comportamentos).

  • Utiliza, como método, a introspecção (observação interna) mas de um modo controlado: ( os observadores treinados deveriam, no laboratório, descrever as suas próprias experiências, resultantes de uma situação experimental definida. Os dados eram depois relacionados e interpretados por uma equipa de psicólogos)

As leis da associação surgem com Locke, mas são mais tarde formuladas com mais exatidão por David Hume, sendo ele o expoente máximo desta teoria. Segundo Hume:


  • O conhecimento humano está constituído exclusivamente por impressões e ideias. Para ele, as ideias associam-se principalmente quando existe entre elas uma proximidade espacial e quando são semelhantes e ainda sempre que se possa estabelecer uma relação de causa-efeito entre os acontecimentos que elas representam.

  • As impressões seriam os dados primitivos recebidos através dos sentidos, enquanto as ideias seriam as cópias que a mente recolhe dessas mesmas impressões.

  • O conhecimento tem origem nas sensações e nenhuma ideia poderia conter informação que não houvesse sido recolhida previamente pelos sentidos.

  • As ideias não têm valor em si mesmas. O núcleo central da teoria psicológica baseia-se na ideia de que o conhecimento é alcançado mediante a associação de ideias seguindo os princípios de semelhança, continuidade espacial e temporal e causalidade. 
Ao longo dos tempos, este modelo foi usado por vários psicólogos, como por exemplo Sigmund Freud, com a sua famosa associação de palavras, e também com Pavlov, com a associação entre os estímulos, entre outros.

Bibiana Costa nº6

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Wundt e o Associacionismo

   
    De acordo com Wundt a a percepção corresponderia ao processo de organização dos elementos mentais no sentido da formação de uma síntese criativa, ou seja, é a reunião das partes elementares que constituem a experiência consciente e à elaboração de novas propriedades a partir da organização mental dessas partes.
    Desta forma, a meta final de Wundt era a determinação das leis de conexão ou de associação que regiam a organização dos elementos constitutivos da consciência, isto é, a sua síntese em processos cognitivos superiores por meio da percepção.
Para estudar a mente humana, Wundt procurou decompô-la a partir dos seus constituintes: as sensações. Para tal, submetia um grupo de sujeitos que, fazendo uma auto-análise, lhe descreviam tudo o que sentiam, pensavam, ou seja, sensações resultantes duma situação experimental específica. Esta auto-observação do sujeito seria, posteriormente, analisada pelo investigador, observador externo.
    Ao usar-se como método, a introspecção controlada, o estudo da psicologia tornou-se muito limitado porque foi feita uma análise interna e apenas tivemos matéria de estudo, a partir daquilo que o sujeito descrevia (não tínhamos a certeza da verdade). Assim, não foi possível estudar-se o comportamento de um indivíduo débil mental, de um animal ou de uma criança.


Catarina Carneiro, 12ºA

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A consciência para Wundt

   A consciência era o objeto e estudo para Wundt, este licenciou-se primeiramente em medicina, mas rapidamente entendeu que o seu interesse era a filosofia. 
 A consciência era constituída por várias partes distintas e que se deveria recorrer à análise dos elementos mais simples. Para Wundt, “ a primeira etapa da investigação de um facto deve ser uma descrição dos elementos individuais (…) “, as sensações e os sentimentos seriam os elementos simples da mente e da consciência. 
 As sensações ocorrem sempre que um órgão dos sentidos é estimulado e esta informação é enviada ao cérebro. Segundo Wundt, partindo de elementos simples como as sensações, a consciência, no seu processo criativo de organização, produzia ideias.
 Os sentimentos é componentes subjetiva da sensação, ou seja, são as qualidades que acompanham as sensações e que não fazem parte do estimulo. Assim, a sensação pode ser acompanhada por um sentimento.
Wundt afirma: “Todo o composto psíquico é dotado de características que de modo algum consistem na mera soma das características das partes.” Com esta citação, Wundt quer dizer que as características da consciência não são as mesmas do que as dos seus constituintes.
 Para conhecer os elementos constitutivos da consciência, Wundt defende que só o sujeito que vive a experiência é que pode descrevê-la, fazendo a autoanálise dos seus estados psicológicos, utilizando assim o método da introspeção controlada (ou experimental).



Anabela Freitas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Introspeção, consciência, inconsciência e ... OREOS!

Introspecção, a auto análise do ser vivo, os vários processos
mentais praticados pela consciência que desvela para si do inconsciente para o consciente.




Freud, cientista que tinha como objectivo estudar o inconsciente, por acreditar que era o responsável por todos os acontecimentos mentais. A mente humana foi encarada por Freud como um icebergue, do qual apenas a ponta emerge da superfície da água. 


A ponta emersa corresponde ao consciente . Nele estão os raciocínios, os pensamentos e as percepções/sensações que o ser humano é capaz de voluntariamente fazer e controlar segundo o que necessita ou deseja para sua conveniência.
É a parte da mente humana a que é possível chegar através da introspecção, ou seja, da auto análise do ser, o que faz, pensa e porquê.

Freud acreditava que muitos comportamentos humanos deviam-se não ao consciente mas sim ao que ele chamara de inconsciente, referindo-se como o oposto do consciente.
Estando este representado como a parte submersa do icebergue, formado por instintos, pulsões e desejos (inclusive os que seriam impossíveis ou não aceites pela sociedade).
Contem portanto os impulsos de base biológica, sendo eles o instinto da vida que assegura necessidades básicas como comer, beber, sexo, etc. E o instinto de morte presente nos comportamentos agressivos e destrutivos.
O conjunto de instintos e desejos inconscientes, essencialmente os de natureza sexual, possuem um domínio próprio cujo papel de decisão do comportamento humano é superior aos das praticas do consciente.

Freud refere ainda o pré-consciente que faz a ligação entre o consciente e o inconsciente. Corresponde à zona flutuante de passagem entre a parte visível e a oculta do icebergue. É constituído pelas memórias e conhecimentos armazenados que podem ser relembrados de forma relativamente fácil. A sua função é impedir a manifestação de instintos e desejos socialmente inaceitáveis, ocorrendo o recalcamento desses. O recalcamento é o processo natural indispensável ao equilíbrio mental e social do indivíduo. Porém, há ocasiões que os desejos que deveria ser recalcados passam levando ao aparecimento de comportamentos neuróticos. É destes casos que a psicanálise se ocupa.


OREOS... piadinha! ;P

Eduardo Freitas

domingo, 15 de fevereiro de 2015

História da Psicologia

"A Psicologia é uma ciência com uma curta história, mas um longo passado"(Hermann Ebbinghaus)






Podemos afirmar que a Psicologia é uma ciência com uma curta història, na medida em que , apenas no século XIX, atravez da contribuição de Wilhelm Maximilian Wundt, Ernst Heinrich Weber e Gustav Theodor Fechner, é que a Psicologia Ciêntifica nasceu.

 "Portanto, mesmo no domínio da ciência ciência natural o apoio do método experimental é essencial sempre que o conjunto de problemas é a análise de fenômenos transitórios e impermanentes, não só a observação de objetos persistentes e relativamente constantes." 
(Wilhelm Maximilian Wundt)





Porém a Psicologia data desde a propria existencia do homem,tendo estado sempre presente no seu pensamento.
Um dos maiores dilemas do ser humano é o funcionamento da da sua propria mente, e tem se perguntado e tentado entender a sua conduta.
Logo têm praticado a Psicologia desde sempre, pois o seu objeto de estudo é o comportamento e os processos mentais da mente humana.

Para concluir, embora a Psicologia so tenha surgido no séc XIX, é praticada pelo ser humano hà milhões de anos.