quinta-feira, 12 de março de 2015



Existem pessoas que sentem aversão, ódio, repugnância, medo, preconceito contra homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais.
A palavra homofobia, etimologicamente, é composta por dois termos: homo que é o prefixo de homossexual e fobia que significa medo. Os indivíduos que praticam a hemofobia chamam-se homofóbicos.
Normalmente os homofóbicos, utilizam a homofobia como um mecanismo de defesa contra qualquer probabilidade de desenvolverem um sentimento por pessoas do mesmo sexo, tornando-se agressivos. Porém, muitas das vezes, a homofobia parte dos próprios homossexuais como um processo de negação da sua sexualidade, podendo esta fobia ser só nos primeiros tempos ou, noutros casos, de forma permanente e persistente, sendo que esta negação pode levar o individuo a casar-se com uma mulher a construir família com a mesma, e acabando por não assumir a sua homossexualidade.
O primeiro homem a utilizar o termo homofobia foi George Weinberg, em 1971.
 Há quem assimile a homofobia á xenofobia (o terror, o medo a tudo o que é diferente). Mas esta assimilação não é aceite por todos, pois o medo do desconhecido não é a única fonte da homofobia, há também a religião e a cultura. Por exemplo, alguns católicos, protestantes, judeus, muçulmanos e fundamentalistas tendem a ter comportamentos homofóbicos, mas mesmo entre estes grupos existem aqueles que defendem e apoiam os direitos dos homossexuais. Apesar disso, ainda há países, em pleno seculo XXI, que aplicam a pena de morte a quem seja homossexual.
Por razões lógicas, a homofobia traz consequências aos homossexuais.
Pois perante um homossexual, o homofóbico pode reagir com calúnias, insultos verbais, gestos,ironias… que causaram danos ao homossexual, que é também um ser humano, só que com escolhas sexuais diferentes.

                                                                                                                     
                                                                                                          Ana Silva, 12ºA



Os homens estão sempre a pensar em sexo


Realidade ou mito?

De acordo com os resultados de um estudo conduzido pela Universidade de Ohio (EUA) e publicado na revista Journal of Sex Research esta ideia não passa de um mito.

Embora seja verdade que os homens pensam mais em sexo do que as mulheres, a frequência com que o fazem não é assim tão superior, nem tão pouco passam o dia a pensar no tema. Outras necessidades fisiológicas, como comer e dormir, parecem ocupar igualmente os seus pensamentos e surgir também com maior frequência do que nas mulheres.
No que respeita especificamente a sexo, os resultados do estudo revelaram que os homens tendem a pensar no tema, em média, cerca de 19 vezes por dia, enquanto as mulheres o tendem a fazer cerca de 10 vezes. Quando comparados com os pensamentos sobre comida, que tendem a surgir cerca de 18 vezes por dia nos homens e 15 vezes nas mulheres, ou mesmo com os pensamentos sobre dormir, cerca de 11 vezes por dia nos homens e 8,5 nas mulheres, os pensamentos sobre sexo não se destacaram significativamente, relativamente aos outros pensamentos fisiológicos analisados, nem tão pouco revelaram ser uma constante no dia-a-dia masculino.
Pode-se assim concluir que a ideia de que “os homens estão sempre a pensar em sexo”, imaginando-o a cada 7 segundos, o que se traduziria em cerca de 8 mil pensamentos por cada 16 horas, não passa de uma fantasia.

Diogo Lemos 12ºB

domingo, 8 de março de 2015

PIAGET E OS ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO

          A teoria construtivista de Piaget defende que o comportamento e o desenvolvimento da inteligência resultam de uma construção progressiva do sujeito em interação com o meio físico e social. Existem várias fases que todos temos de passar até podermos raciocinar da forma que hoje fazemos e que é, efetivamente, a única que conhecemos. Estas fases a que ele dá o nome de estágios são universais e sequenciais. Isto é, todos, independentemente da sua cultura e quaisquer outras condições que possam variar consoante o meio, irão passar por eles na mesma ordem.

Estádio sensório-motor à Inteligência prática (0 - 2 anos)










  • O conhecimento do bebé é baseado em movimentos e sensações. Progressivamente ele vai usando as suas funções motoras de forma cada vez mais coordenada até que consegue agir intencionalmente;
  • Está limitado à experiência imediata, portanto aprende principalmente através dos sentidos (visão, audição, olfato, tato, paladar), tanto é que inicialmente, quando deixa de percecionar algo, é como se esse objeto deixasse de existir. Só mais tarde adquire a noção de permanência do objeto, ou seja, que independentemente de ele ver ou não os objetos, eles existem na mesma.
Estádio pré-operatório à Representação simbólica (2 - 6/7 anos)


A criança apesar
Teste da conservação de
líquidos é falhado neste
estágio












  • No início deste estágio existe o pensamento mágico, em que a realidade é transformada através da imaginação naquilo que está de acordo com o desejo infantil, sem preocupações lógicas;
  • A criança ganha a capacidade de pensar num objeto a partir de outro, ou seja, construir uma imagem mental desse objeto, e pensar nele sem necessariamente ter de o percecionar;
  • Introduz-se a linguagem, em que sons (palavras) substituem os objetos – simbologia.
  • A criança tem dificuldades em ver o ponto de vista de outras pessoas, tornando-se deveras egocêntrica. Compreende a realidade em função apenas da sua experiência, desvalorizando a interpretação dos outros (princípio de prazer domina o princípio da realidade);
  • A sua perceção imediata é encarada como verdade absoluta (enganada pela aparência).


Estádio das operações concretas à Organização do pensamento por meio da lógica (6/7 - 11/12 anos)

  • Fase cognitiva em que já está desenvolvida a capacidade de pensar logicamente, de forma concreta mas não abstrata (não consegue desprender-se do real);
  • Compreende a noção de reversibilidade (é possível modificar um objeto e posteriormente anular essa ação regressando ao estado inicial) e de conservação (há certas características, que apesar de sofrerem mudanças aparentes, não variam, mantêm-se constantes);
  • Com a aquisição de conceitos a criança já consegue associar objetos de acordo com as suas semelhanças e diferenças, valorizando características necessárias à classificação e ignorando outras que não são necessárias para o caso.


  • O jovem já consegue deduzir através de hipóteses ou ideias hipotéticas e não apenas a partir da realidade concreta (capacidade de abstração);
  • Resolve problemas de forma metódica e sistemática;
  • Com todas as competências adquiridas, constrói a sua personalidade moral e social, com capacidade crítica (pode ter dúvidas existenciais, questionar o certo e o errado, etc.);
  • Pensa sobre o próprio pensamento e portanto pode continuar o processo de desenvolvimento da inteligência (construtivismo).

          Piaget revolucionou a Psicologia educacional e a Pedagogia, dando contributos imensuráveis a estas áreas. Refutou a teoria tradicional de que a criança tem uma mente vazia e espera que esta seja preenchida por conhecimento, defendendo que ela é a construtora ativa do seu próprio saber, constantemente testando as suas ideias acerca do mundo. À medida que evolui, vai-se ajustando à realidade circundante, superando de forma cada vez mais eficaz as múltiplas situações com que se confronta. Podemos concluir então que as crianças não raciocinam melhor ou pior que os adultos, apenas de maneira diferente, pois encontram-se em fases distintas.

Cristina Campos, nº5, 12ºA

sábado, 7 de março de 2015

Psicologia Criminal

A psicologia criminal, ou psicologia forense, dedica-se ao estudo do comportamento criminoso, constituindo uma interface entre a psicologia e o direito. A primeira área procura estudar o comportamento humano e a segunda discipliná-lo, estabelecendo, assim, uma ponte entre as teorias psicológicas e neuropsicológicas, o acto criminoso e o controlo da justiça penal.

A psicologia criminal procura identificar as causas que conduzem ao comportamento desviante e os mecanismos que desencadeiam esse comportamento bem como os efeitos sociais, podendo assim, adoptar medidas de prevenção; procura reconstruir o percurso de vida do indivíduo delinquente e compreender os processos mentais que o levaram à criminalidade. Tenta assim descobrir a raiz do problema, pois só desta forma se poderá encontrar uma solução e determinar uma pena justa.

Esta ciência nasceu da necessidade de fazer leis adequadas para indivíduos considerados doentes mentais. Um profissional desta área deverá dominar conhecimentos referentes à doença mental, à psicologia em si e às leis civis.


Diogo Lemos 12ºB

Estádios de desenvolvimento psicossexual - Sigmund Freud




Segundo Freud, o Homem é o resultado das suas experiências na infância. Acreditava que, de uma forma geral, todas as pessoas percorriam um trajecto semelhante durante o seu desenvolvimento, sendo que o impulso sexual e a procura de prazer erótico eram a base do desenvolvimento afectivo. Para Freud, o prazer sexual resumia-se a todas as sensações agradáveis sentidas por uma região corporal, não passando necessariamente pelo contacto genital. Somente na fase final do desenvolvimento psicossexual se aplica a sexualidade genital com o desenvolvimento dos órgãos genitais devido as transformações fisiológicas da puberdade. Eram então perceptíveis 5 estádios diferentes, que ocorriam nesta sequência: oral, anal, fálico, latência e genital.

Estádio oral (do nascimento aos 12/18 meses)

Durante os primeiros meses de vida, a boca é o local por onde a criança obtém prazer. A satisfação sexual centra-se nessa área. Nesta fase, a criança desenvolve uma relação especial com a mãe, estabelecida essencialmente pelo seio que é fonte de alimento e de prazer. Nesta fase, o desmame é um conflito frequente. Devido ao prazer que retira da amamentação, a criança tende a exceder os impulsos erógenos, sendo conduzida a um estado de fixação, isto é, fica psicologicamente presa a esta forma de obtenção de prazer que se centra na boca.

Estádio anal (dos 12/18 meses aos 3 anos)

De uma forma geral, partir do primeiro ano de vida a principal fonte de prazer passa a ser o ânus, embora a boca permaneça uma zona erógena. Durante este período do desenvolvimento psicossexual, o prazer sexual deriva da estimulação do ânus ao reter e expelir as fezes. Neste estádio, a criança aprende a controlar os músculos responsáveis pelo processo de evacuação. Assim, a criança aprende a controlar os seus impulsos, sabendo que existem momentos e lugares apropriados para o efeito. 

Estádio fálico (dos 3 aos 6 anos)

Durante o estádio fálico, os órgãos genitais tornam-se o centro da actividade erótica da criança através da auto-estimulação. É o período em que muitas crianças apercebem-se das diferenças anatómicas entre os sexos e de que a sexualidade faz parte das relações entre as pessoas. No estádio fálico, numa fase inicial, a sexualidade da criança é ainda de natureza auto-erótica. Dedica bastante tempo a examinar o seu aparelho genital, manifesta curiosidade extrema por questões sexuais ainda que não seja cognitivamente capaz de compreender as respostas. É nesta altura, que segundo Freud, a criança desenvolve uma atracção sexual pelo progenitor do sexo oposto e uma agressividade para com o progenitor do mesmo sexo.


Estádio de latência (dos 6 aos 11 anos)

O estádio de latência é o período da vida marcado por um acontecimento significativo: a entrada na escola e a ampliação das redes sociais da criança. Recalcadas no inconsciente, as conturbadas experiências emocionais do estádio fálico parecem não a perturbar. Deste modo a criança liberta-se dos impulsos sexuais e conduz as suas relações para outros significados. A energia da libido é convertida em interesse intelectual e é orientada para as actividades escolares e de socialização. Há um reforço da identidade sexual da criança já que, normalmente, aproxima-se dos seus semelhantes, no que a sexualidade diz respeito.

Estádio genital (após a puberdade)

Na adolescência, através do desenvolvimento do aparelho genital e da produção de hormonas sexuais, reactivam-se os impulsos sexuais que no estádio de latência se encontravam adormecidos. Em estádios anteriores, o indivíduo obtinha satisfação através da estimulação de determinadas zonas do seu corpo ( Estádio Oral e Anal ). Embora no estádio fálico a sexualidade auto-erótica comece a ser superada, ela ainda não está orientada de uma forma realista e socialmente aprovada. Manifesta-se para ser reprimida. No estádio genital, alguns conflitos dos estádios anteriores podem ser revividos, em especial o complexo de Édipo. Como tal, neste momento e segundo Freud, para que o desenvolvimento psicossexual se dê de uma forma natural, os progenitores devem ser suprimidos enquanto objectos do impulso sexual de modo a que o adolescente ultrapasse de vez os complexos do Estádio Fálico.

Diogo Lemos 12ºB

sexta-feira, 6 de março de 2015

Histeria

   
      O termo histeria tem origem na palavra grega “ὑστέρα” que significa útero. Na altura de Hipócrates, “histeria” tinha como causa o movimento irregular do sangue do útero para o cérebro. Este transtorno era considerado exclusivamente feminino. Porém, mais tarde, foi descoberto que os sintomas histéricos podem manifestar-se em homens e mulheres.
      Na Idade Média, a histeria passou a ser definida como possessão pelo demónio, manifestação de bruxaria e muitas mulheres foram queimadas vivas por causa disso.
     A psiquiatria do século XIX, por sua vez, acreditava que o aparecimento do transtorno devia-se a uma lesão orgânica, enquanto outros falavam em fingimento.
     Segundo a Psicanálise, a histeria é uma neurose complexa caracterizada pela instabilidade emocional. Os conflitos interiores manifestam-se em sintomas físicos, como por exemplo, paralisia, cegueira, surdez, etc. Pessoas histéricas frequentemente perdem o autocontrolo devido a um pânico extremo. Foi intensamente estudada por Charcot e Freud.
    No final do século XIX, Jean Martin Charcot, um dos pais da neurologia, deu os primeiros passos na desmitificação da histeria. Charcot tinha como método a hipnose para estudar a histeria. Demonstrou que ideias mórbidas podiam produzir manifestações físicas. Seu aluno, o psicólogo francês Pierre Janet (1859-1947), considerou como prioritárias muito mais as causas psicológicas do que as físicas.
    Posteriormente, Sigmund Freud (1856-1939), em colaboração com Breuer, começou a pesquisar os mecanismos psíquicos da histeria e postulou em sua teoria que essa neurose era causada por lembranças reprimidas, de grande intensidade emocional.
    Freud diz que a sexualidade é mais ampla que a actividade sexual em si, e compreende todo o processo cíclico de prazer e desprazer que envolve desejo e experiência humana. Na psicanálise entendemos a histeria como funcionamento psíquico caracterizado pela busca incansável e inconsciente do sujeito em ser o objecto de desejo do outro.
   Em” Estudos sobre Histeria” (1905), Freud e Breuer apresentaram três pontos fundamentais da Histeria: os sintomas histéricos faziam sentido; existia um trauma que causara a doença, que tinha ligação com impulsos libidinais que haviam sido reprimidos; a lembrança desse trauma e sua catarse era o caminho para a cura. A ideia de uma sexualidade problemática, onde o desejo entra em contradição com a incapacidade de realização.
   O ser humano era dividido num “eu” consciente, moral e num “eu” problemático, irracional, inconsciente que precisava de ser reprimido, contido e controlado.
   A histeria representava um grito de socorro das mulheres contra sua repressão sexual, pois a educação e o meio envolvente são factores determinantes para o desenvolvimento de traços neuróticos, acentuando-os devido a situações stressantes e conflituosas. Os sinais e sintomas psíquicos e físicos costumam ser provocados por lesões internas, conflitos que o indivíduo sofreu.
   Actualmente, alguns autores acreditam que a histeria se modifica conforme o contexto sócio-cultural vigente em cada época.   
           
                                                                                                                                 Liliana Lopes 

Gestaltismo

O  vaso  produzido pelo psicólogo dinamarquês Edgar Rubin. 

O gestaltismo deriva da palavra alemã gestalt que significa forma, ou seja o gestaltismo é o processo de dar forma.
O gestaltismo ou psicologia da forma surgiu no século XX e é diferente da gestalt-terapia. O gestaltismo surgiu pois os gestaltistas queriam perceber quais os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica, ou seja quando o estimulo físico é percebido pelo sujeito de uma forma diferente da que o objeto na realidade tem. Quando nos apercebemos de um objeto, existem alguns aspetos dele que se destacam, parecem-nos mais evidentes. A esses aspetos que atraem mais a nossa atenção chamamos de figura que esta inserida num fundo.
De acordo com a teoria gestáltica não se pode ter conhecimento de um todo através das suas partes, pois o todo é maior que a soma das partes, por exemplo as letras l,a,r,a,n,j,a  não constitui na nossa mente apenas uma palavra mas todas as suas características tais como forma, cheiro,etc que são características não relacionadas com as letras.   

 "(...) os olhos e a mente humana não podem estar ocupados com duas coisas ao mesmo tempo, por isso, tem de passar de forma rápida e contínua de uma para a outra."
                                                                             
                                                                             Escher
                                               

                                                          Tiago Pacheco